sábado, 30 de março de 2013

Oficina em movimento...

A Oficina Viva do Museu de Marinha conta já com dois anos de existência e por este facto queríamos agradecer ao Museu de Marinha, ao Grupo de Amigos do Museu de Marinha, (GAMMA), ptnauticmodel.net e a todos aqueles que de alguma forma nos têm ajudado a manter este projecto a navegar.
Assim e já com algumas "cartas dadas" no mundo do modelismo náutico tanto na vertente estática como radio controlado, bem como, no apoio aos jovens e escolas no interesse e divulgação deste nosso hobby e das actividades relacionadas com o Mar, a OV tem neste momento alguns projectos em mãos como a Fragata Pero Escobar que irá ser oferecida ao Museu,
 
Proa

Vista de convés


Primeiro estudo das cabines

O Vouga que faz parte do Segundo Workshop realizado na Oficina, neste caso concreto, do nosso amigo modelista João Pinho,
 
 
Paneiros

Vista geral
Por último o Lusito já com alguns avanços relativo ao casco com a colocação dos vaus e começo do estudo para os servos e velas,
 
Vaus

Vaus e vista geral

Bordo
Paralelamente destacar o apoio que é dado pelos colaboradores da OV a todos aqueles que se deslocam às nossas instalações para aprender um pouco de construção naval ou modelismo, não só portugueses como estrangeiros, estes últimos demonstrando um interesse enorme pelas embarcações tradicionais e da época dos descobrimentos.
 
Por fim um agradecimento a todos os que como nós mantêm o modelismo náutico bem vivo...
 
Até à próxima...


sábado, 16 de março de 2013

"Gina"... Mais um pouco de história e modelo...


1959

A 2 de Fevereiro, deixou o AA e seguiu para Barcelona, onde chegou a 5, tendo permanecido 4 dias no porto. Visitou depois Nápoles a 10, Ponta Delgada a 20 e Funchal a 24, após o que regressou a Lisboa. Nesta viagem levou a bordo 20 cadetes da RN.
A 28, amarrou a uma das bóias do QNG.
Entre 2 de Março e 11, largou 9 vezes para o mar, preparando o pessoal para futuros exercícios NATO, para o que utilizou a área de Sesimbra, indo fundear a Setúbal.
Entre 15 e 23, na companhia da fragata “Corte Real” e contratorpedeiros “Dão” e “Lima”, tomou parte no exercicio0 “Dawn Breeze IV”, que se realizou nas águas do IBERLANT e do CENTLANT. Tinha por fim estudar a maneira de melhorar a defesa de uma força de ataque, sujeita a ameaça de superfície e submarina e treinar as guarnições na luta A/S. As forças amigas, além de um porta-aviões e de um grupo de suporte A/S, dispunham ainda de um grupo de reabastecimento e de aviões. O inimigo incluía uma força de submarinos e outra de superfície, apoiada por aviação terrestre.
Entre 31 e 23 de Abril, efectuou uma viagem à Grã-Bretanha, onde visitou Plymouth, Portland e Liverpool. Em Portland fez a calibração dos “Squids” e dos tubos de lançamento dos torpedos, tendo também embarcado material que tinha sido adquirido pela DSMGTM.
Entre 27 e 12 Junho, largou 15 vezes para o mar, tendo dado treino ao pessoal na área de Sesimbra, fundeando normalmente em Setúbal.
A 16, foi fundear a Cascais com outras unidades navais do CNC, a fim de tomar parte nas comemorações do “Dia da Marinha”, em 17, data em que se completavam 37 anos sobre a chegada de Sacadura Cabral e Gago Coutinho ao Rio de Janeiro, concluindo a 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul. Foi passada revista naval, aos 21 navios de guerra presentes, pelo Presidente da Republica, c/alm. Américo Thomaz, que seguia a bordo acompanhado pelo ministro da Marinha, v/alm. Quintanilha Mendonça Dias, além de outras altas patentes militares convidadas.    
Entre 18 e 20, tomou parte em exercícios luso-franceses, ao largo da nossa costa, visando o treino dos navios de superfície e dos aviões no ataque a submarinos. Estiveram sob o comando do v/alm. Douguet.
Entre 29 e 6 de Agosto, largou 13 vezes para o mar, tendo estado em Setúbal, Sesimbra, Cascais e Leixões.
Entre 10 e 1 de Setembro, visitou Porto Grande de S. Vicente (Cabo Verde) e Caió, Bissau e Bolama (Guiné), tendo escalado novamente Porto Grande, no regresso a Lisboa.
Entre 5 e 30 de Novembro, largou 15 vezes de diversos portos, entre eles V. R. Sto. António, Ayamonte, Cascais, Funchal, Sesimbra e Setúbal, após o que regressou a Lisboa.
 
 
O Modelo
 
Mais umas horas de trabalho e muita serradura depois...
 
Casco

Convés

Proa

Bordo

Os grandes obreiros Elias e Pedro Barata
 
Até à proxima...

sábado, 2 de março de 2013

"Gina" - ...Bojador...

Continuamos com o historial da nossa fragata,

1958

A 14 de Fevereiro, voltou a Castellamar, onde chegou a 17, por haver necessidade urgente de reparar algumas avarias que entretanto surgiram. Manteve-se neste porto 11 dias, tendo saído uma vez para o mar, a meio da estadia, para confirmar o estado do navio após as reparações.
A 1 de Março, foi a Nápoles, onde esteve na doca n.º 2 durante 4 dias, na continuidade dos trabalhos em curso, após voltou a Castellmar. Houve mais quatro movimentos entre estes dois portos antes do navio ser dado como pronto.
A 11 de Junho, largou de Nápoles com destino a Lisboa, onde chegou a 15, após o que atracou na doca da Marinha.
A 18 desse mês, deu entrada na BNL pela primeira vez.
Entre 1 de Julho e 11 de Dezembro, largou 34 vezes para o mar, para exercícios diversos e adestramento da guarnição, tendo estado em Sesimbra, Setúbal e Cascais. A 4 de Dezembro, entrou em manobras com outra fragata, 3 patrulhas e 2 submersíveis, estando presente o comandante-chefe da FNM, v/alm Nuno Brion. Assistiram a estas manobras 3 oficiais espanhóis, que estiveram embarcados no navio.

O Modelo

Quanto ao modelo e após muita serradura já se consegue ver as bonitas linhas do navio. Efectivamente à custa de muita lixa e braço lá vamos conseguindo dar a forma pretendida, pois o método de construção escolhido, pese embora um dos mais comuns, demora mais tempo na sua concepção. Contudo, não será o velho Bojador ou os tais do Restelo… que nos farão recuar…
Aqui ficam as ultimas fotos dos trabalhos,







Até à proxima...

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Gina" - Nostalgia...

No seguimento dos vários pedidos efectuados para recolhermos informções e fotos da Pero Escobar, tivemos a agradavel surpresa do Comandante Mendes Pinto, que desde já agradecemos, que nos ofereceu estas belissimas imagens da fragata e as quais, com a sua autorização, publicamos no nosso blogue.
 










 
Até à proxima...
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Lusito - Patilhão e Paneiros...

Enquanto se trabalha mais afincadamente no projecto da fragata Pero Escobar, apenas conseguimos avançar um pouco com o nosso Lusito. Assim, aqui ficam as fotos da caixa do patilhão já colocada na sua posição e dos paneiros, 
 


Até à proxima

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gina - "Em fabricos"...

Conforme referimos num post anterior à medida que vamos publicando sobre a construção do modelo iremos também falar um pouco da história do navio... 

Historial - 1957

A 30 de Junho foi aumentada ao efectivo da Armada.
A entrega do navio foi efectuada no cais do estaleiro do construtor e sem solenidades especiais apenas uma cerimónia simples, tendo o CMG Vangeli da firma “SHIPLO” sido incumbido de a fazer à Marinha de Guerra Portuguesa. Assistiram o Encarregado de Negócios de Portugal, como representante do Governo Português, sub-chefe do EMA, autoridades navais Italianas e Americanas, direcção do Estaleiro e vários convidados.
A 16 e 20 de Agosto, largou para o mar, a fim de realizar experiências de máquinas e de todos os equipamentos e material diverso.
A 26 do mesmo mês, deixou Castellmar com destino a Nápoles, onde chegou pouco tempo depois. Aqui permaneceu algumas horas, tendo seguido para La Spézia, onde esteve 16 dias amarrado dentro do porto.
A 11 de Setembro, zarpou de novo com rumo a Nápoles, onde ficou também 19 dias, tendo reparado os motores “Diesel”.
A 9 de Outubro, largou para Portugal, fundeando em Sesimbra 4 dias depois, com a finalidade de preparar o navio para chegar a Lisboa, a horas compatíveis com o cerimonial marítimo.
A 14 de Outubro, entrou no Tejo acompanhado por várias embarcações de recreio todas embandeiradas e salvou à terra com 21 tiros.
Tendo estado 2 dias fundeado em frente da Praça do Comércio, recebeu a bordo os ministros da Defesa e da Marinha, além das altas patentes militares.
A 10 de Novembro, seguiu para o Arsenal do Alfeite, a fim de efectuar pequenas beneficiações e reparações nos motores “Diesel”. Seguidamente esteve 10 dias no plano inclinado para limpar o fundo, beneficiar os zincos, analisar os veios e encher corrosões que existiam em algumas chapas.

O Modelo

Após mais umas sessões de trabalho e depois de coladas e aparafusadas todas as chapas de madeira, começamos a dar a forma pretendida ao casco. Em primeiro lugar desbastamos a linha de estibordo e bombordo junto ao convés de modo a ficar já com a forma longitudinal do navio conforme o plano geométrico. Nada melhor que as fotos para ilustrar,
 
Acertar as ultimas chapas de madeira e marcar o convés

A proa
 
Marcação convés à proa

Marcação do convés à popa

Preparação para a colagem das ultimas chapas

Modelo já com o desbaste longitudinal

Visão de convés

Os gabaritos para começar a acertar o casco

Vista geral... e depois de arrumada a Oficina...
 
As ferramentas de modelismo utilizadas...
 
 
 
Até à próxima...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

“GINA” – Características e Modelo

PERO ESCOBAR
(30 Junho 1957 a 1 de Setembro de 1976)


Desenho, de Ricardo Graça Matias, mostrando a fragata Pero Escobar com o seu aspecto inicial acabada de chegar da Navalmeccanica em Castellamar di Stábia, próximo de Nápoles onde foi construída. Só em 1971 o seu aspecto surgiria alterado quando o armamento de fabrico italiano foi substituído por outro de proveniência norte-americana.
 
Conforme referido anteriormente e simultâneo à construção do modelo iremos descrever um pouco das características e a história da fragata Pero Escobar. Desde já, os nossos agradecimentos ao nosso colega José Elias incansável na busca de informação e fotografias detalhadas sobre o navio e à Dra. Isabel Beato do Arquivo Geral da Marinha incansável nesta demanda.
 
Assim a construção da fragata deu inicio a 7 de Janeiro de 1955 nos estaleiros navais de “Castellamar di Stábia”, em Itália. Sendo o casco lançado ao mar em 25 de Setembro do mesmo ano. O Casco é tipo “flush deck”.
 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Indicativo do navio                                                    F335
Deslocamento máximo                                              1.600 tons
Deslocamento standard                                              1.250 tons
Comprimento (fora a fora)                                         90,09 metros
Boca                                                                          10,85 metros
Calado máximo                                                          4,98 metros
Velocidade máxima                                                   32,6 nós
Velocidade Cruzeiro                                                  16 nós
Autonomia                                         3.100 milhas a 13,5 nós
ARMAMENTO

2 peças simples de 76 mm, 1 dupla de 40 mm, 2 duplas de 20 mm
1 reparo triplo lança torpedos de 21"
2 SQUIDS A/S
2 calhas lança bombas de profundidade
EQUIPAMENTOS
2 sonares “AN/SQS-29” e “147-F”; 3 radares, um de navegação e os outros de aviso combinado e de artilharia; 3 transmissores; 4 receptores; 2 transreceptores; 1 Loran; 1 girobússola, com respectivos repetidores; 1 sondador, 3 motores “Diesil”
MÁQUINAS
turbinas “Naval Mecânica” – SHP 12.000 cada; 2 caldeiras aquitubulares “Foster Welter” com combustível nafta e capacidade de 236 tons.
LOTAÇÃO
172 homens
MODELO
Após mais algumas sessões de trabalho lá se começou a colar e a aparafusar definitivamente as placas de madeira com a forma das linhas geométricas. É de salientar, mais uma vez, que devido ao tamanho do modelo optou-se e bem por retirar toda a madeira interior que estivesse em excesso, pois ao colar as chapas a força exercida pela madeira é tão grande que teria logo desde o inicio provocado o empeno.  
As ultimas fotos,
 



 
Até à proxima,